Morando numa caixa de papelão

Na íntegra Por Arquitetura Sustentável

MICRO CASA DE PAPELÃO PODE DURAR ATÉ 100 ANOS

Wikkelhouse-Arquitetura-Sustentavel-001.jpg

À primeira vista, o papelão não parece ser um material muito adequado e resistente para uma construção. Contudo, já existem exemplos de diversos escritórios e arquitetos premiados que utilizam o papelão em obras de grande escala, estruturas residenciais, pontes e abrigos anti-catástrofes naturais. O estúdio holandês Fiction Factory apresentou recentemente seu novo modelo de micro habitação, uma casa feita de papelão que, segundo seus criadores, pode durar até 100 anos.

Chamada de Wikkelhouse, a casa é feita de papelão corrugado fixado com cola ecológica em várias camadas resistentes e isoladas formando anéis modulares que permitem mais versatilidade na criação do ambiente.

Após a fabricação de toda a estrutura em papelão, os módulos são transportados ao terreno para uma montagem que leva apenas cerca de 2 dias. Após a montagem, o papelão é revestido com uma película impermeável e respirável chamada de Miotex, responsável por manter a durabilidade da estrutura. Após a aplicação do material, são instaladas ripas de madeira no lado exterior da casa enquanto internamente, as paredes levam um revestimento de chapas de madeira compensada com um design minimalista. Ambientes de áreas molhadas como cozinhas e banheiros são feitos com a utilização de equipamentos inteligentes muito utilizados nesse tipo de habitação.

Cada módulo terá um custo inicial de 4.500 dólares e em breve deverá ser mais uma alternativa sustentável viável para quem precisa de espaços pequenos e mais independentes. Os arquitetos agora trabalham em uma versão completamente “off grid” (autônoma em termos de sistemas de energia e água) e ampliarão ainda mais a capacidade do projeto. “Papelão é um material muito desvalorizado. Não há nenhum outro material de construção tão leve, forte e isolante. A maioria das pessoas pensa no papelão como uma caixa ou um pacote de correio. Muitos tentam argumentar que não é possível utilizá-lo em construções. Mas pode ser excelente. Nós simplesmente não estão acostumados a isso ainda.” contam os desenvolvedores do projeto.

Além do design de qualidade e da durabilidade prometida pelo modelo, o material utilizado, além de menos impactante, é 100% reciclável. Ou seja, quase todo o material empregado na construção pode ser reaproveitado ou reciclado posteriormente gerando uma quantidade consideravelmente menor de resíduos comparado à de construções convencionais.

Wikkelhouse-Arquitetura-Sustentavel-02.jpg

Wikkelhouse-Arquitetura-Sustentavel-01.jpg

Wikkelhouse-Arquitetura-Sustentavel-06.jpg

 

 

E VOCÊ, ESTÁ LIGADO NESSA TENDÊNCIA?

Por Juliana Assis

UM BANHO DE LOJA NA SUA CASA

Fast Decor

Assim como as roupas expressam a personalidade de quem as veste, a decoração de uma casa também diz um pouco sobre quem mora ali. Mas, qual é o seu estilo? O que você gosta? O que você precisa?

Para as pessoas que precisam de auxílio para responder essas perguntas na hora de decorar, um novo serviço começa a ganhar espaço no mercado de design de interiores.

APRESENTO ENTÃO, O FAST DECOR E PERSONAL SHOPPER.

Nessa entrevista que dei para a revista SwisInfo, do condomínio Swiss Park em Campinas, conversei sobre esse tema e como venho realizando essa assessoria como Arquiteta, Designer e Personal Shopper.

Por que você escolheu ser arquiteta e designer de interiores?

Eu brinco que nunca escolhi a arquitetura, e sim que ela me escolheu. Sonhei em estudar medicina e psicologia, mas como eu desenhava muito desde criança me sugeriram prestar vestibular para arquitetura. E, para minha própria surpresa, descobri que a arquitetura permite a união deste lado artístico com um toque de psicologia, e me apaixonei pela coisa toda. Como costumo dizer: arquitetura é 1% inspiração e 99% transpiração, técnica e muita terapia para entender o cliente. Cada projeto, assim como cada personalidade, é único, e eu amo o que faço.

 Qual é a maior dúvida que seus cliente te trazem na hora de decorar pela primeira vez?

Com certeza é entender “o que combina com o que”. O acesso fácil às informações e referências visuais, em vez de ajudar, atrapalham, confundem e muitas vezes aparecem como regras de decoração em inúmeros blogs e sites. Mas a decoração não tem regras rígidas, não tem o proibido, mas sim o bom senso. O que é bom para mim não é, necessariamente, bom para você.

 Como é definido o estilo de um ambiente?

Assim como a moda, o ambiente nada mais é que a aplicação de tendências e personalidade do indivíduo projetadas em detalhes. Estudar e definir o estilo da pessoa, baseado em sua história, seu dia-dia e seus desejos é essencial para a decoração do ambiente ficar alinhada ao perfil da pessoa. Assim, não se conhecer pode causar os maiores erros na decoração, e toda essa frustração, ansiedade e desgaste financeiro pode causar até a venda do imóvel. Portanto, o processo de investigação que aplicamos é importantíssimo, e não precisa ser feito de forma individual. Muitas vezes nós estudamos uma família inteira com gato, cachorro e passarinho, já que todos necessitam de espaço adequado dentro da casa para não haver conflitos.

Qual é o seu desafio, como designer de interiores, para identificar realmente o que o cliente precisa?

Muitas pessoas confundem “querer” e “precisar”, e fazem com que detalhes importantes do ambiente sejam esquecidos, tornando o espaço subutilizado. Os maiores exemplos são de pedidos de mesas de 6 ou 8 lugares em salas de apartamentos muito pequenos. E então a pesquisa entra em ação para entender qual é o motivo para tantos lugares e se faz sentido eles estarem ali. Precisamos entender quantas pessoas realmente vão utilizar o espaço, se os moradores recebem muitos convidados para jantar com frequência, se são jantares formais, entre outras perguntas que vão revelar a real necessidade de determinado móvel. Isso é essencial para não perder o foco do que importa de verdade, ou correremos o risco de ter uma mesa ocupando um espaço precioso para servir de apoio para bolsas no dia a dia. Temos a programação mental que uma casa para ser completa precisa de uma mesa de jantar que caiba toda a família -mesmo que nem todos morem ali – como na casa dos nossos pais. Mas a realidade pode ser outra, e fazer o cliente entender que as coisas podem ser diferentes é importante. Pensar fora da caixa, sair do lugar comum: esse é o desafio.

 Como as revistas de decoração influenciam os clientes na hora de escolher os móveis e acessórios?

Nem sempre os móveis que estão nas revistas ou nas novelas são adequados à todos os tipos de ambientes e nem tudo que está a venda é bom pra todo mundo. Nem todas as peças bonitas são práticas, duráveis ou seguras para determinada família. A nossa função é, orientar, planejar e sugerir peças e materiais da forma mais adequada para cada situação.

Tradicionalmente, existe o projeto de arquitetura e decoração. Mas hoje temos ouvido os termos Fast Decor, o que é isso?

Todo o trabalho de arquitetura e design envolve pesquisas de estilo, programa de necessidades e detalhes técnicos sobre materiais e aplicações.

O projeto de design é o mais completo de todos, existe a entrega de um desenho gráfico com especificações técnicas do que será desenvolvido e aplicado a cada ambiente, podendo utilizar-se de reformas e alterações estruturais em partes da construção. E por ser algo mais complexo, torna o processo mais lento.

Já o Fast Decor, como o próprio termo diz, é uma decoração rápida que busca oferecer ao cliente uma solução de problemas do ambiente com o mínimo de intervenção física. Nós analisamos o espaço existente e tiramos o melhor proveito dele com soluções imediatas, limpas e com resultados interessantes, evitando os transtornos de uma obra tradicional na casa. Esta é uma forma mais sustentável de trabalhar pois não existe geração de entulho. Podemos apenas repaginar o ambiente ou transformá-lo totalmente num curto espaço de tempo ao estilo dos programas de televisão. Mudar a posição de um móvel ou a forma de organizar a louça no armário podem dar um upgrade incrível no ambiente. Ou ainda, em vez de quebrar os azulejos podemos apenas recobrí-los, e o efeito será tão bom quanto o de uma obra completa.

E Personal Shopper? O que é?

Sabe aquele momento em que você entra numa loja de roupas e se depara com mil opções, fica inseguro e não sabe o que escolher? E quantas vezes você já comprou uma roupa e só descobriu em casa que ela não combina com nada do que você tem? O mesmo acontece quando você vai decorar sua casa. O serviço de personal shopper é bem parecido com o de personal stylist: um acompanhamento profissional na hora de ir às compras em lojas especializadas, ajudando na escolha de peças com melhor custo benefício e adequados ao seu ambiente e estilo – sempre aproveitando o que que você já tem em sua casa.

Mas para isso acontecer, aplicamos uma rápida entrevista para entender as necessidades, vontades e estilo do cliente. Em seguida, acontece uma avaliação técnica e fotográfica do espaço, faz-se a medição e análise dos detalhes de acabamentos, móveis, objetos em geral e a verba disponível para investir. Essas informações servem tanto para excluir as peças que não vamos mais usar quanto para determinar a compra de novas peças que vão compor o ambiente. Podem ser qualquer coisa: de tintas para parede à roupas de cama, móveis, luminárias, porta-guardanapos ou vasos de flores.

Conhecer as lojas do ramo e fica atento às oportunidades é primordial para o profissional executar um trabalho onde o custo benefício faça sentido, e todo o processo seja rápido e objetivo.

O serviço de Personal Shopper não entrega um projeto gráfico, ou o famoso desenho em planta baixa. Todo o trabalho é realizado durante o acompanhamento na hora da compra, e depois durante a visita técnica na casa do cliente para receber as peças e colocá-las em seus devidos lugares, causando uma transformação imediata e surpreendente.

 Por que contratar um Personal Shopper?

Fazer compras para decorar um ambiente pode ser muito divertido, mas também perigoso. Ter problemas com materiais, lojas ou fornecedores desse ramo é bem comum, ouvir coisas absurdas de vendedores inexperientes que tentam empurrar um produto a qualquer custo também. Portanto, além de orientar o cliente perante esses problemas, o Personal Shopper pode dar o suporte técnico em diversos materiais, evitando que você gaste com peças que não combinam ou que poderão fazer você se arrepender.

 E quem precisa de um Personal Shopper?

Quem está inseguro para decorar sua casa ou escritório sozinho, quem percebe que a própria sala não ficou parecida com a sala da revista, quem não tem tempo ou não gosta de visitar mil lojas até achar alguma coisa interessante (mas quer ter o espaço mais legal do mundo). Existem casais que saem de lua de mel e quando voltam se dão conta da quantidade de presentes, bons e ruins, e precisam arrumar a casa. Enfim, todo mundo precisa de ajuda em algum momento na hora de organizar e dar personalidade em seus ambientes. Cuidar da casa é como cuidar do próprio corpo, é um trabalho diário e que se for bem feito, vai durar muito tempo. E quem não se sente bem num ambiente bem decorado, acolhedor, que tenha sido planejado especialmente para você?

 

040033  016

 

Etiquetado , , , , ,

Loft Garagem

Com um projeto fantástico do estúdio Bricks de Amsterdam, essa garagem se transformou em um Loft super bacana e descolado.

035
Esse exemplo mostra que pouco espaço não é problema para projetos ousados e interessantes.
036038037 copy
E você?
Está preparado para morar num espaço desses?
Fale com a gente.

POR QUE CONTRATAR UM ARQUITETO?

Por Juliana Assis

028

Em algum momento você ou um conhecido seu já deve ter pensado: Eu sei como quero meu projeto, então não preciso contratar um arquiteto.

Este tipo de atitude pode passar de um sonho para um pesadelo num instante. Nesse texto vou apresentar alguns bons motivos para você não se aventurar a tentar projetar e construir com suas próprias mãos.

A primeira coisa que pensamos é: Arquiteto é muito caro, para “gente rica”. Mas, na realidade, quanto custa? O custo com um projeto arquitetônico é menor do que você imagina: cerca de 2,5% do valor estimado da obra, e pode ser parcelado. Se compararmos ao valor de 6% a 10% cobrado por um corretor de imóveis (lembrando que esse valor é sobre a construção mais o terreno), o valor do arquiteto passa a ser pouco significativo para algo que é muito importante.

O que as pessoas geralmente não levam em consideração é o fato de que o trabalho do Arquiteto agrega muito mais do que saber colocar em pé quatro paredes e um teto. Estamos falando além da viabilidade técnica da obra e de sua adequação a todas as normas e leis.

O arquiteto tem uma visão ampla de conceitos e conhecimentos que aumentam as chances de se obter o resultado almejado, buscando soluções econômicas e sustentáveis, e que pode se adequar às mudanças da sua vida.

Colocar no papel tudo o que será realizado permite prever futuros problemas e corrigi-los, entender como ficará em planta, elevação e perspectivas o que realmente se imaginou e assim descobrir se o resultado será o esperado, antes mesmo de se iniciar a obra.

Até mesmo os planos de expansão devem ser pensados no momento da concepção dos projetos, para que as condições mínimas já sejam pré-estabelecidas, facilitando reformas e ampliações e evitando os famosos “puxadinhos”. O arquiteto orienta, planeja e projeta de acordo com a situação do terreno, posição do sol, aclives e declives, e antes de mais nada, ele busca compreender o estilo de vida de cada um, suas aspirações, objetivos e necessidades para depois planejar o imóvel.

Portanto, para desenvolvimento de projeto não há uma “receita de bolo”, mas sim uma adequação das necessidades de cada cliente em especial, considerando também os aspectos legais e situacionais da área disponível.

Com um projeto bem pensado em mãos, o proprietário do imóvel tem uma espécie de “manual” de execução da obra que serve como diretriz para alinhar desde a contratação de empreiteiros e fornecedores, até o andamento do trabalho do mestre de obras e demais funcionários.

Será que aquelas quatro paredes que você pensou sozinho são suficientes para a expansão de suas instalações comerciais? Para o crescimento de seus filhos? Para atender uma pessoa idosa com necessidades especiais?

Numa escala menor, o arquiteto projeta cada ambiente um a um, com soluções técnicas e criativas, sabendo combinar materiais, cores, texturas e organizando móveis e acessórios. Seu objetivo é criar ambientes aconchegantes e de fácil utilização, permitindo uma melhor qualidade de vida. Com planejamento e acompanhamento adequados, reduz-se a possibilidade de erros comuns como má localização de peças sanitárias, falta de tomadas no cômodo ou móveis que não passam por corredores estreitos.

Enfim, a contratação de um arquiteto minimiza custos a curto e longo prazo, do primeiro tijolo ao último quadro na parede, além de ser a garantia de um imóvel regularizado, construído dentro das normas técnicas e com segurança para toda a família.

Um bom projeto arquitetônico valoriza o seu imóvel, multiplicando por muitas vezes o valor nele investido. Não é difícil notar casas com áreas parecidas, construídas em épocas próximas com valores expressivamente diferentes. Certamente isso se deve ao melhor aproveitamento da construção, à sua beleza e funcionalidade, onde muitas vezes a obra de maior valor final é a de menor custo construtivo. A dica é saber onde investir!

Procure um arquiteto antes de construir, converse e faça todas as perguntas para que nada fique em aberto, entenda seu trabalho e o acompanhe de perto. Desta forma, tenho certeza que você vai transformar o seu sonho em realidade.

Etiquetado , , , , , ,

Um projeto que foi uma “gostosura”

Por Juliana Assis

O escritório de Branding Espinafre Comunicadores, em Campinas/SP, nos convidou para participar de um projeto de transição de um restaurante que se desligava de uma franquia para montar sua própria marca, o Azedinho Doce, Açaí e outras gostosuras.

Com o desafio de levar a nova marca do papel para o ambiente físico, desenvolvemos um projeto completo de Reformulação de espaço e Design de Interiores que pudesse ser executado num curtíssimo espaço de tempo, mas à altura de todas as expectativas geradas pela marca.

036

Arquitetura como ferramenta do Branding

Quando falamos em Branding (gestão estratégica de marcas) estamos falando em diversas ferramentas de criação que vão além do visual (nome, cores, logotipo), mas sim de construir uma empesa, com intenções, sensações e expectativas. E o mais interessante em todo esse processo é enxergar que a Arquitetura e o Design fazem parte dessas ferramentas técnicas e criativas. Assim, quando aplicamos a arquitetura dentro desse processo maior, não estamos falando apenas de mudar a cor das paredes para combinar com o logotipo ou de escolher uma peça que se adeque a um tema, mas sim de entender que a Arquitetura também é COMUNICAÇÃO.

A arquitetura dá a “primeira impressão” da empresa, cria uma expectativa ao consumidor sem perder o foco na história que a nova marca quer contar. Pensamos além da infra-estrutura de atendimento, da legislação, da acessibilidade, da circulação e da ergonomia. A arquitetura deve atrair o olhar, seduzir, emocionar e convencer a pessoa entrar e se sentir bem. E quando o cliente entra, a comunicação da arquitetura não para: o ambiente interno deve estar totalmente de acordo com a expectativa que criamos lá fora. Ou até superá-la.

E assim, baseados nas diretrizes que a nova marca trouxe, apostamos na história do Azedinho Doce: um espaço gastronômico baseado no Slowfood, que une paixão pelo bem comer com alimentos saudáveis em um espaço aconchegante, divertido e que incentiva as relações sociais, seja na criação do espaço kids, pelo conceito petfriendly ou simplesmente por ter substituído o wi-fi por jogos de tabuleiro.

037

O que fizemos

Para este projeto, reformulamos a circulação dos funcionários, alteramos o tamanho e a posição do balcão caixa que nos permitiu criar uma estação de líquidos independente da cozinha, especialmente para bebidas, sucos e café italiano.

O antigo balcão caixa virou uma mesa alta em madeira de demolição com banquetas coloridas e iluminação focada. Logo atrás, aproveitamos uma parede inteira, antes em vidro para permitir a visão da cozinha, para criar uma enorme lousa que convida o cliente à interatividade do espaço com arte ao mesmo tempo que promove a comunicação dos produtos e promoções de uma forma criativa.

033

O espaço ocioso próximo aos sanitários se transformou num espaço kids, criado com caixotes de madeira e baldes de alumínio para brinquedos e um carretel de fio como mesa. Os pufes coloridos, a pequena lousa exclusiva para a criançada e os móbiles no teto dão dinamismo à esse espaço – um dos mais disputados, segundo a proprietária.

032

Os pallets na parede externa aos poucos se tornarão um jardim vertical, trazendo vida e flores para perto do asfalto. As cores fluorescentes da marca anterior foram substituídas por tons que trazem aconchego e diversão ao mesmo tempo. Brincamos com a iluminação e com materiais sustentáveis, com cores, adesivos e arte num projeto em que o tempo para execução era nosso maior vilão.

Projetamos um ambiente em que o cliente não precisa e nem queira ter pressa de ir embora. Criamos um espaço de gostosuras, sejam azedinhas ou doces, mas que transmite toda a alma dessa nova marca.

035

034

Foi um prazer trabalhar em parceria com a Espinafre Comunicadores.

Etiquetado , , , , ,

As fases de um projeto de construção

Trecho do livro – Contrate um Arquiteto e Urbanista

“O trabalho de um Arquiteto e Urbanista desenvolve-se por fases. Geralmente todo o processo, das definições iniciais do projeto até a execução, pode ser dividido em seis fases, podendo, contudo, variar de acordo com seu grau de complexidade. A passagem à fase seguinte faz-se sempre depois da aprovação da fase anterior por parte do cliente.”

FASE 01
Definição do Programa de Necessidades/Apresentação de proposta de honorários.

FASE 02
Estudo preliminar – etapa destinada à concepção e à representação do conjunto de informações técnicas iniciais e aproximadas, necessários à compreensão da configuração da edificação, podendo incluir soluções alternativas.

FASE 03
Anteprojeto – etapa destinada à concepção e à representação das informações técnicas provisórias de detalhamento da edificação e de seus elementos, instalações e componentes, necessárias ao inter-relacionamento das atividades técnicas de projeto e suficientes à elaboração de estimativas aproximadas de custos e de prazos dos serviços de obra implicados.

FASE 04
Projeto Legal – etapa destinada à representação das informações técnicas necessárias à análise e aprovação, pelas autoridades competentes, da concepção da edificação e de seus elementos e instalações, com base nas exigências legais (municipal, estadual e federal), e à obtenção do alvará ou das licenças e demais documentos indispensáveis para as atividades de construção.

FASE 05
Projeto de Execução – etapa destinada à concepção e à representação final das informações técnicas da edificação e de seus elementos, instalações e componentes, completas, definitivas, necessárias e suficientes à contratação e à execução dos serviços de obra correspondentes.

FASE 06
Assistência técnica à obra – nesta etapa o Arquiteto acompanhará e coordenará a execução do projeto por ele desenvolvido.

030

O que realmente é NECESSÁRIO?

Por Juliana Assis

Se você já tem uma boa noção do que gosta e do que mais combina com seu jeito de ser, não tenha pressa e se programe para não comprar peças inúteis.

O primeiro passo é pensar na utilidade que esse espaço vai ter. Faça essa reflexão de ambiente por ambiente. Por exemplo, sua sala terá que abrigar espaço para o happy hour com amigos, recepcionar um hóspede eventualmente, incluir uma adega, a TV e a mesa de trabalho? São necessários quantos lugares? Preciso de alguma mesa de apoio? Alguma luminária extra praquele cantinho escuro? Estes detalhes importantes irão ajuda-lo na hora de pensar que móveis adquirir e como distribuí-los pelos espaços. Analise tudo, tente não esquecer nenhum detalhe. Vale fazer uma lista com Desejos x Necessidades x Móveis.

A principal dica é: não invista em peças “provisórias”.

O provisório frequentemente se torna permanente. Você não vai dedicar esforço a mais pra investir naquela mesa maravilhosa enquanto a antiga da sua mãe estiver em uso. Livre-se de tudo que não deve ficar para a próxima decoração. Ficar sem um móvel e sonhar com o novo pode ser bem divertido, e muito motivador.

A antes de ir ÀS COMPRAS

Decidido quais os móveis necessários para aquele ambiente, é hora medir tudo. Pense em sua disposição, começando sempre pelos maiores. Veja se existem tomadas suficientes, onde está a antena e o ponto de telefone. Verifique se é preciso alguma reforma para esconder aquela coluna, ou se pode tirar partido dela para um detalhe arquitetônico a mais. Analise, reforme e pinte tudo antes de começar a chegar com os novos móveis, pois com muitas peças pelo caminho ficará mais difícil começar uma quebradeira.

Cuidado na hora de estabelecer a dimensão das peças, lembrando-se de deixar espaço de circulação entre elas: por mais que você queira um sofá de três lugares, às vezes é preferível optar por um menor com pufes auxiliares.

Se você mora em apartamento, um toque importantíssimo: veja se o móvel que você deseja entra no elevador, manobra no hall e passa pelos corredores. Não tenha vergonha de sair medindo tudo. Este é um dos descuidos mais comuns que pode ser muito frustrante no final.

 

029

Etiquetado , , , , ,

DESCOBRINDO SEU ESTILO

Por Juliana Assis

A maior dificuldade na hora de decorar é entender seu próprio estilo. Você pode ter selecionado dezenas de fotos de ambientes que te agradam e nenhuma se assemelhar a outra. A coisa complica muito quando a decoração tem que agradar maridos e esposas.

Tente um exercício simples:
• olhe-se no espelho
• analise seu guarda-roupa
• sente na sua sala e olhe tudo ao seu redor

Perceba as cores, os formatos, os itens que te agradam, aqueles objetos que você odeia, mas ainda estão lá por algum motivo. Liste as cores preferidas, os tecidos, os objetos que mais retratam sua forma de ser ou que, por exemplo, lembrem sua infância e te faz bem. Quem é você afinal?

Você se veste formalmente por causa do seu trabalho, mas trocaria o terno caqui e o escritório por uma bermuda colorida, chinelos e uma casa cheia de amigos na primeira oportunidade? Eis uma característica sua! Você gosta de conforto e se sente bem com cores para dar alegria e aconchego ao seu momento relax. Seu estilo é informal, alegre, e deve considerar uma decoração com espaço especial para receber sua turma. Com algumas variações e considerações, este estilo é o que acabará prevalecendo na sua decoração, mesmo que inconscientemente. O que vale é seu bem estar, sempre.

Além das cores, outra forma de criar ambientes bacanas é usar um tema específico: uma sala de jantar que lembre aquela sua viagem à Índia, um quarto romântico que lembre lindos jardins ingleses, uma cozinha americana com as cores e as banquetas daquele barzinho que você frequenta e adora.

Repito: NÃO EXISTEM REGRAS.

Se você se apaixonou por uma cadeira colorida antes mesmo de decidir as cores da sala, não tem problema. Se seu sonho sempre foi uma parede preta atrás da pia da cozinha, comece seu projeto por aí. Siga seu instinto e determine seu estilo.

 

028

Ambiente por Juliana Assis

Etiquetado , , , ,

Trabalhe em casa e seja feliz

Por Silvana Maria Rosso, na íntegra

026

O número de profissionais que trabalham em casa vem aumentando dia a dia. Como consequência os espaços domésticos também estão se transformado para se adaptar: frequentemente um dos quartos é substituído pelo home office, cômodo cada vez mais comum nos projetos de novos imóveis, assim como na reforma de antigos.

025

Adequando-se ao tamanho dos móveis e ao espaço disponível, “pode-se montar um home office inclusive no canto de um quarto ou sala”, afirmam as arquitetas Cris Paola e Dani Barella, da BP Arquitetura Design. Para que funcione bem, o escritório deve contar com um mínimo: bancada – com espaço para escrever, apoiar notebook, impressora e telefone – e uma cadeira ergonômica são suficientes para quem não possui muito espaço. Em um ambiente maior, são de grande utilidade, ainda, um gaveteiro para guardar material e uma prateleira para livros ou outros itens.

Para os arquitetos do escritório FGMF (Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz) não há exatamente um tamanho mínimo para o home office. Porém, ressaltam a importância da ergonomia, de modo que uma pessoa possa trabalhar confortavelmente. Considerando que o local de trabalho esteja entre paredes, o mínimo seria um espaço de 2 m por 2 m, recomendam.

Os arquitetos também explicam que a mesa ou a bancada de trabalho deve ser apropriada para a permanência por algumas horas; os monitores e equipamento de computador precisam estar adequadamente instalados e em alturas corretas para o uso. É importante que a cadeira proporcione ao usuário uma postura correta e confortável. Por esse motivo, as reguláveis são mais indicadas. Se houver espaço, opte também por uma chaise ou poltrona para as horas de estudo ou mesmo para relaxar nas pausas do trabalho, orientam os profissionais.

Ao pensar na disponibilidade de espaço e na distribuição dos móveis, leve em conta também se as instalações elétricas, de voz e dados do local atenderão ao uso, bem como as condições de ventilação e iluminação (foco dirigido, iluminação ambiente e luzes indiretas).

024

Veja mais escritórios aqui http://vai.la/6vTf

Etiquetado , ,

Não comprou? Então nada

Atualmente no Brasil, piscinas sem uso estão sendo usadas apenas para criar dengue. Mas lá no Japão, o arquiteto Nobuo Araki deu outro sentido para esse elemento que quando sem água, não serve de nada.

the-pool-aoyama-2

Uma piscina desativada em um prédio dos anos 70 se transformou em uma loja com projeto totalmente adaptado ao local, inclusive com móveis já utilizados pela antiga piscina, tudo foi calculado para aproveitar o máximo e mudar o mínimo da história, clima e sentimento do espaço.

the-pool-aoyama-7

the-pool-aoyama-3

A loja chamada The Pool Aoyama fica em Tóquio.

Etiquetado , , , , ,