Cobogó, use sem medo

Por Juliana Assis

O cobogó é um elemento totalmente brasileiro, que teve sua popularização e auge nos anos 50, e agora, resgatado, tornaram-se tendência sendo aplicado em todos os ambientes.

018

Trata-se de um tijolo vazado, inicialmente feito de cimento. Foram criados ainda na década de 20, em Pernambuco, quando os sócios de uma fábrica de tijolos os utilizaram para construir a caixa de água da Sé em Olinda, Pernambuco. Seu [estranho] nome foi patenteado em 1929 sendo composto pelas iniciais dos sobrenomes dos seus idealizadores: Amadeu COimbra, Ernest BOeckman e Antônio de GÓis) 

019

Os cobogós são muito utilizados na arquitetura e no design de interiores para a divisão de ambientes que, além do interessante efeito estético, confere alguma privacidade mantendo a circulação de ar e filtrando parte da radiação solar direta. Muito funcionais, criam efeitos plásticos maravilhosos que tornam qualquer obra singular. Podem ser utilizados em fachadas, fechamento de áreas externas e internas e como elementos decorativos com a versatilidade de poder substituir uma parede inteira, um pequeno vão ou ser usado apenas como divisória. 

Casa no Condomínio Campos do Conde – Tremembé – por Juliana Assis
020

Elemento marcante em obras de Lucio Costa, Oscar Niemeyer e outros importantes arquitetos, pode ser visto em vários prédios de Brasília. O cobogó foi muito valorizado nesses projetos por ser um elemento arquitetônico nacional e por criar uma linguagem moderna que dialoga com o nosso passado colonial.

Use! Ouse! Sem medo de errar.

Anúncios
Etiquetado , , ,

Previna-se da dengue no canteiro de obras

Achamos super importante lembrar da prevenção da dengue no canteiro de obras, há muitos lugares em uma construção que pode ser foco do mosquito. Reproduzimos na íntegra essa matéria do site Equipe de Obra que dá dicas de como se proteger.

Por Amon Borges

No começo pode parecer uma simples gripe, mas a dengue é uma doença muito mais grave e deve ser tratada com rapidez, pois em alguns casos pode levar à morte em questão de dias.

Evitar a disseminação da doença também é responsabilidade de quem cuida do dia-a-dia do canteiro de obras. “No local, há vários locais que podem acumular água, tornando-se criadouros em potencial do mosquito transmissor Aedis aegypti – calhas, capacetes, tubos de PVC, baldes, poço do elevador, latas, embalagens”, enumera Luciano Garcia, gerente de obras da Morar Construtora. “Portanto, é preciso fazer verificações diárias”, completa.

i273818

Caso sejam identificados focos de dengue, um larvicida pode ser aplicado. Como o produto pode ser caro e difícil de encontrar, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) propõe, como alternativa, o uso de uma mistura de oito partes de cal e duas de cloro. “O composto é biodegradável e tem um custo bem inferior ao dos larvicidas. Além disso, ele permanece por mais tempo na água depois de aplicado”, explica Wanderli Tadei, pesquisador do Inpa.

Como os funcionários infectados não conseguem trabalhar, a doença causa prejuízos à construtora. “Uma vez cheguei a um canteiro que tinha 30 trabalhadores de licença, pois estavam infectados”, ressalta Tadei. Segundo o gerente da Morar, essas ausências causam queda na produtividade, descontinuidade de serviços, atraso na entrega e custos adicionais por causa da contratação de outros profissionais.

COMO PREVENIR

Para prevenir o aparecimento de criadouros do mosquito, os funcionários da obra devem estar bem atentos e observar os locais que possam acumular água. Identificar um criadouro exige boa observação, pois os ovos do mosquito são bem escuros e menores que um grão de areia. A partir deles, surgem as larvas que, com tamanho aproximado ao de uma cabeça de agulha, fazem movimentos em “S” na água parada e limpa.

Veja algumas dicas que ajudam no combate à dengue:
» Não deixe entulho, restos de alimentos e outros materiais descartáveis espalhados. Recolha diariamente o lixo;
» Diariamente, faça a drenagem da água que acumula nas sapatas e no poço do elevador;
» Tampe as caixas-d’água;
» Estique bem as lonas para evitar a formação de poças;
» Vistorie e limpe as calhas com frequência.

12 possíveis criadouros
» Entulho de demolição
» Caixas-d’água
» Lonas
» Calhas
» Galões e latões
» Piscinas e fontes
» Bandejas de ar-condicionado
» Ralos
» Latas, garrafas e tampinhas
» Sacolas plásticas
» Poço do elevador
» Capacetes

Etiquetado , , , , , ,

Revitalização de espaços – Detroit

Via BimBon, na íntegra

020Detroit concentra um dos espaços mais legais para abrir startups e novas empresas de tecnologia. A maior cidade do estado do Michigan (EUA) concentra investimentos de mais de um bilhão de dólares, que vão muito além de transações nos computadores.

 021   A onda de empreendedorismo ajuda a transformar o espaço físico da cidade, que ao invés de recorrer a novos projetos em grandes edifícios envidraçados, procura reapropriar espaços abandonados de forma criativa.

Esse é o escopo do Dpop, escritório de arquitetura e design de interiores especializado na recuperação de espaços negligenciados do centro de Detroit. Antigos cofres, depósitos e galpões abandonados são transformados em escritórios cool, com o apelo jovem característico das startups.

024

A cidade conhecida por suas ruínas arquitetônicas é reinventada e tem a chance de ser experimentada novamente. Combinando produtividade e criatividade, o escritório procura locais, desenvolve o projeto completo, reforma e ajuda na mudança.

025

Aliando trabalho e diversão, o ambiente das startups inaugura uma nova tendência no design de interiores de espaços comerciais.

026023

Etiquetado , ,

DECORAÇÃO BÁSICA

Por Juliana Assis

Você comprou várias revistas, escolheu lindos ambientes e sonhou com tudo aquilo, investiu em móveis e acessórios, e sua casa está longe de parecer a Sua Casa? Calma, isso acontece. Decoração, por mais difícil que pareça, não deve ser um bicho-papão, ela deve refletir a alma dos donos e ser o lugar mais prazeroso da face da terra.

O INÍCIO: Pesquisa

Antes de gastar com peças aleatórias, pesquise: O que eu quero, gosto ou é bonito para mim? Separe tudo o que gosta, independente do estilo, analise bem qual o detalhe de cada imagem que lhe atrai e lembre-se: decoração é para você, com sua personalidade e gostos, e por isso a regra é não seguir nenhuma regra.

TENDÊNCIAS: Seguir ou não seguir, eis a questão

Assim como na moda, a arquitetura também tem suas fases, suas coleções e releituras. Não é só por que a tendência atual mistura de cores fortes e estampas que você obrigatoriamente deva gostar disso. Lembre-se que decoração é um investimento alto que não será substituído na próxima coleção outono-inverno junto com os seus sapatos. Foque no que te agrada independente de modismos. Na dúvida, ouça o conselho de designers e opte por bases neutras, confortáveis e de boa qualidade , deixe o toque final com os acessórios, assim, enjoou, fica mais fácil trocar o abajour (e seu par de brincos) do que todo o jogo de sofá.

Em breve teremos mais dicas por aqui.

Etiquetado , , ,

Lavabos em preto, pode

Por Juliana Assis

A combinação do Preto & Branco já foi eleita por muitos como a “combinação perfeita”: transmite elegância e modernidade ao mesmo tempo, permite trabalhar o impacto do contraste e sempre, estará na moda. Um clássico!

Agora, apostar na predominância do Preto é algo que não é fácil de ser aceito. Quando se propõe a cor, ouve-se automaticamente aquele velho – mantra – difundido como regra de decoração: “não pintar de cor escura os ambientes pequenos para não fazê-los parecer menores”. E os lavabos estão cada vez menores.

017

Detalhe para cuba Deca utilizada de lado para diminuir a profundidade da bancada e liberar espaço de passagem. Metais Docol City.

Não irei discordar disso, mas gostaria de acrescentar um ponto: são as cores que determinam a personalidade de um ambiente, indo do aconchegante e inocente branquinho ao impactante e memorável preto.

E, em se tratando de Lavabos, por que não explorar essa ideia?

O Lavabo faz parte da área social de uma casa: junto com o Estar, é um cartão de visitas para seus convidados. Apesar de ser um espaço pequeno, é um ambiente de curta permanência onde o atrevimento dos tons escuros é permitido sem ser cansativo. A personalidade fica pela extravagância quase cênica da decoração. Não tenha medo de ousar!

016

Lavabo com 2,0m². O tom Preto é quebrado piso e rodapé alto em porcelanato Branco. Para disfarçar o vaso sanitário – antes exposto para a sala de jantar, uso de vidro incolor adesivado. O toque delicado fica com o papel de parede texturizado com floral em branco e prata, e pendente de cristal. O espelho grande ajuda a difundir a luz focada e iluminar o ambiente.

Etiquetado , , , ,

design russo

Apropriando-se do neoclassicismo francês como referência para criar esse ambiente, o estúdio Russo INT2 ARCHITECTURE usa e abusa de paredes brancas , tetos altos, janelas para o chão,  gesso, painéis e persianas em  madeira.

015

As paredes brancas funcionam como base para o jogo de luz e cor, os destaques são para a pureza da forma arquitetônica . Elementos clássicos são o pano de fundo e caixa preta minimalista dá um toque único.

014

O box preto é um centro que engloba e resume as principais áreas funcionais: a cozinha de jantar, bar, sala de estar com poltronas em couro e um projetor, o ambiente se completa com quarto e um homeoffice.

013

 

Casa Tremembé/SP – por Juliana Assis

Projeto em Tremembé/ SP, assinado por Juliana Assis tinha a proposta de ocupar a menor área quadrada com a maior redução de custos possível, sem perder o estilo e o conforto. Com três suítes, closet e pequena varanda gourmet, o sobrado bem iluminado leva porcelanato padrão madeirado na fachada, e revestimento 3D na garagem. A porta em vidro e madeira de demolição foi projetada especialmente para dar leveza e ousadia ao conjunto.

Para conhecer mais projetos, acesse www.julianaassis.com.br

(Modelagem 3D de CARLOS ELOY – ARQUITETURA DIGITAL)

012

um café na oficina, topa?

Por Casa Vogue, na íntegra

007

Logo pela fachada já é possível perceber que o recém-inaugurado café Atelier Mecanic está longe de ser uma cafeteria convencional. Com o logo formado por antigas ferramentas garimpadas e enormes portas industriais de ferro pintadas em um belo tom de azul, o conjunto evoca um estilo industrial-chic, que desperta curiosidade.

008

Em seu interior, um clima vintage toma conta dos 70m² do espaço. Os tons de cinza e o piso de concreto se misturam a cadeiras e mesas que não se repetem, criando uma atmosfera casual e cheia de estilo em que cada peça, todas originais do anos 1950-1970, parece ter uma história para contar. Junto disso, uma série de objetos, pôsteres da época do boom industrial e maquinários desativados relembram o antigo uso fabril do espaço. Destaque para uma antiga máquina têxtil alemã, que recebeu um tampo de madeira e foi convertida em mesa.

006

O inusitado café está localizado em Bucareste, Romênia, e foi projetado pelo jovem arquiteto local Corvin Cristian.

010

009

Etiquetado , , , ,

Quadros vivos

Incentivado pela constante busca do verde nas áreas urbanas, os quadros vivos – ou jardins verticais emoldurados – são a tendência decor para as paredes.
Indicado para pessoas que não tem lugar para vasos de plantas, não tem tempo de cuidá-las, ou simplesmente para valorizar um ambiente.

005

Os modelos mais high tech substituem com vantagens os vasos tradicionais, pois não ocupam espaço, têm maior apelo estético e são auto-suficientes, com um sistema de regas automatizado com controle da hora e época de irrigação através de um microcomputador que gerencia o reservatório de água.

004

nem por 1 milhão de dólares

Por Arquitetura Sustentável 

Uma senhora de 84 anos se tornou uma verdadeira heroína popular para as pessoas que resistem ao crescimento acelerado das cidades e acreditam que dinheiro não é tudo. Isso, porque ela recusou uma oferta de 1 milhão de dólares pela sua propriedade na cidade de Seattle em Washignton nos Estados Unidos. Edith Macefield se recusou a abrir mão de sua residência para que o terreno desse lugar a um shopping center, fazendo com que os arquitetos e engenheiros do empreendimento tivessem que modificar de forma significativa seu projeto.

Sem conseguir adquirir o terreno de dona Edith, os responsáveis pela construção do edifício foram forçados a rever todo o seu projeto. Todo o modelo arquitetônico que havia sido estabelecido foi adaptado, de modo que sua construção não invadisse ou perturbasse o lar da vizinha. Com isso, a construção do shopping ocorreu apenas em volta da casa de dona Edith.   001

A história de Edith Macefield veio a público pela primeira vez em 2006 quando ela recusou uma oferta para que sua casa desse lugar a um grande centro comercial no local. Ao longo de décadas, Edith observou as mudanças drásticas que ocorriam em seu pequeno bairro. Casas sendo substituídas por lojas e conjuntos de pequenas residências dando lugar a grandes projetos de prédios comerciais, fizeram com que toda a paisagem que sempre representou o lar de milhares de pessoas, desse lugar ao novo modelo de urbanização.

O modelo não agradou dona Edith e foi isso que a fez recusar a oferta milionária feita pela compra de sua casa. E se você acha a casa familiar é porque você a viu no cinema. A atitude se tornou um verdadeiro incentivo para milhares de pessoas do mundo e a casa ficou ainda mais famosa no filme de animação Up feito pela Pixar. A senhora Edith Macefield faleceu em 2008, aos 87 anos, mas mesmo nesse momento conseguiu surpreender a todos uma última vez. Ela deixou sua casa para Barry Martin, o chefe de obras da construção adjacente.

002

No momento em que foi diagnosticada como tendo câncer de pâncreas, dona Edith recebeu ajuda de Barry, que prestou os cuidados durante a enfermidade de sua nova amiga. Desde a morte de Edith, a casa foi remodelada, passou por reforma e recebeu novas janelas, porém, continua intacta do mesmo local como uma pedra no sapato do shopping center que agora serve apenas como pano de fundo para a história dessa corajosa senhora.

Anúncios