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POR QUE CONTRATAR UM ARQUITETO?

Por Juliana Assis

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Em algum momento você ou um conhecido seu já deve ter pensado: Eu sei como quero meu projeto, então não preciso contratar um arquiteto.

Este tipo de atitude pode passar de um sonho para um pesadelo num instante. Nesse texto vou apresentar alguns bons motivos para você não se aventurar a tentar projetar e construir com suas próprias mãos.

A primeira coisa que pensamos é: Arquiteto é muito caro, para “gente rica”. Mas, na realidade, quanto custa? O custo com um projeto arquitetônico é menor do que você imagina: cerca de 2,5% do valor estimado da obra, e pode ser parcelado. Se compararmos ao valor de 6% a 10% cobrado por um corretor de imóveis (lembrando que esse valor é sobre a construção mais o terreno), o valor do arquiteto passa a ser pouco significativo para algo que é muito importante.

O que as pessoas geralmente não levam em consideração é o fato de que o trabalho do Arquiteto agrega muito mais do que saber colocar em pé quatro paredes e um teto. Estamos falando além da viabilidade técnica da obra e de sua adequação a todas as normas e leis.

O arquiteto tem uma visão ampla de conceitos e conhecimentos que aumentam as chances de se obter o resultado almejado, buscando soluções econômicas e sustentáveis, e que pode se adequar às mudanças da sua vida.

Colocar no papel tudo o que será realizado permite prever futuros problemas e corrigi-los, entender como ficará em planta, elevação e perspectivas o que realmente se imaginou e assim descobrir se o resultado será o esperado, antes mesmo de se iniciar a obra.

Até mesmo os planos de expansão devem ser pensados no momento da concepção dos projetos, para que as condições mínimas já sejam pré-estabelecidas, facilitando reformas e ampliações e evitando os famosos “puxadinhos”. O arquiteto orienta, planeja e projeta de acordo com a situação do terreno, posição do sol, aclives e declives, e antes de mais nada, ele busca compreender o estilo de vida de cada um, suas aspirações, objetivos e necessidades para depois planejar o imóvel.

Portanto, para desenvolvimento de projeto não há uma “receita de bolo”, mas sim uma adequação das necessidades de cada cliente em especial, considerando também os aspectos legais e situacionais da área disponível.

Com um projeto bem pensado em mãos, o proprietário do imóvel tem uma espécie de “manual” de execução da obra que serve como diretriz para alinhar desde a contratação de empreiteiros e fornecedores, até o andamento do trabalho do mestre de obras e demais funcionários.

Será que aquelas quatro paredes que você pensou sozinho são suficientes para a expansão de suas instalações comerciais? Para o crescimento de seus filhos? Para atender uma pessoa idosa com necessidades especiais?

Numa escala menor, o arquiteto projeta cada ambiente um a um, com soluções técnicas e criativas, sabendo combinar materiais, cores, texturas e organizando móveis e acessórios. Seu objetivo é criar ambientes aconchegantes e de fácil utilização, permitindo uma melhor qualidade de vida. Com planejamento e acompanhamento adequados, reduz-se a possibilidade de erros comuns como má localização de peças sanitárias, falta de tomadas no cômodo ou móveis que não passam por corredores estreitos.

Enfim, a contratação de um arquiteto minimiza custos a curto e longo prazo, do primeiro tijolo ao último quadro na parede, além de ser a garantia de um imóvel regularizado, construído dentro das normas técnicas e com segurança para toda a família.

Um bom projeto arquitetônico valoriza o seu imóvel, multiplicando por muitas vezes o valor nele investido. Não é difícil notar casas com áreas parecidas, construídas em épocas próximas com valores expressivamente diferentes. Certamente isso se deve ao melhor aproveitamento da construção, à sua beleza e funcionalidade, onde muitas vezes a obra de maior valor final é a de menor custo construtivo. A dica é saber onde investir!

Procure um arquiteto antes de construir, converse e faça todas as perguntas para que nada fique em aberto, entenda seu trabalho e o acompanhe de perto. Desta forma, tenho certeza que você vai transformar o seu sonho em realidade.

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DESCOBRINDO SEU ESTILO

Por Juliana Assis

A maior dificuldade na hora de decorar é entender seu próprio estilo. Você pode ter selecionado dezenas de fotos de ambientes que te agradam e nenhuma se assemelhar a outra. A coisa complica muito quando a decoração tem que agradar maridos e esposas.

Tente um exercício simples:
• olhe-se no espelho
• analise seu guarda-roupa
• sente na sua sala e olhe tudo ao seu redor

Perceba as cores, os formatos, os itens que te agradam, aqueles objetos que você odeia, mas ainda estão lá por algum motivo. Liste as cores preferidas, os tecidos, os objetos que mais retratam sua forma de ser ou que, por exemplo, lembrem sua infância e te faz bem. Quem é você afinal?

Você se veste formalmente por causa do seu trabalho, mas trocaria o terno caqui e o escritório por uma bermuda colorida, chinelos e uma casa cheia de amigos na primeira oportunidade? Eis uma característica sua! Você gosta de conforto e se sente bem com cores para dar alegria e aconchego ao seu momento relax. Seu estilo é informal, alegre, e deve considerar uma decoração com espaço especial para receber sua turma. Com algumas variações e considerações, este estilo é o que acabará prevalecendo na sua decoração, mesmo que inconscientemente. O que vale é seu bem estar, sempre.

Além das cores, outra forma de criar ambientes bacanas é usar um tema específico: uma sala de jantar que lembre aquela sua viagem à Índia, um quarto romântico que lembre lindos jardins ingleses, uma cozinha americana com as cores e as banquetas daquele barzinho que você frequenta e adora.

Repito: NÃO EXISTEM REGRAS.

Se você se apaixonou por uma cadeira colorida antes mesmo de decidir as cores da sala, não tem problema. Se seu sonho sempre foi uma parede preta atrás da pia da cozinha, comece seu projeto por aí. Siga seu instinto e determine seu estilo.

 

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Ambiente por Juliana Assis

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DECORAÇÃO BÁSICA

Por Juliana Assis

Você comprou várias revistas, escolheu lindos ambientes e sonhou com tudo aquilo, investiu em móveis e acessórios, e sua casa está longe de parecer a Sua Casa? Calma, isso acontece. Decoração, por mais difícil que pareça, não deve ser um bicho-papão, ela deve refletir a alma dos donos e ser o lugar mais prazeroso da face da terra.

O INÍCIO: Pesquisa

Antes de gastar com peças aleatórias, pesquise: O que eu quero, gosto ou é bonito para mim? Separe tudo o que gosta, independente do estilo, analise bem qual o detalhe de cada imagem que lhe atrai e lembre-se: decoração é para você, com sua personalidade e gostos, e por isso a regra é não seguir nenhuma regra.

TENDÊNCIAS: Seguir ou não seguir, eis a questão

Assim como na moda, a arquitetura também tem suas fases, suas coleções e releituras. Não é só por que a tendência atual mistura de cores fortes e estampas que você obrigatoriamente deva gostar disso. Lembre-se que decoração é um investimento alto que não será substituído na próxima coleção outono-inverno junto com os seus sapatos. Foque no que te agrada independente de modismos. Na dúvida, ouça o conselho de designers e opte por bases neutras, confortáveis e de boa qualidade , deixe o toque final com os acessórios, assim, enjoou, fica mais fácil trocar o abajour (e seu par de brincos) do que todo o jogo de sofá.

Em breve teremos mais dicas por aqui.

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